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Tábua, Carregal do Sal e Santa Comba Dão estão entre os dez concelhos com a água mais cara do país em 2019

Dos 25 concelhos com o abastecimento de água mais caro do país, 24 estão entregues a empresas privadas concessionárias, revelou ontem o “Jornal de Notícias”, citando dados da Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (Ersar) referentes ao ano passado. Carregal do Sal (214 euros), Mortágua (214 euros), Santa Comba Dão (214 euros) e Tábua (214 euros) estão entre os dez concelhos com a água mais cara do país. No extremo oposto estão Peso da Régua (43,20 euros), Terras de Bouro (46,50 euros), Penedono (54,87 euros), Alcácer do Sal (56,04 euros) e Almodóvar (56,40€).

A Indaqua é a empresa com mais predominância neste ranking dos preços mais elevados. Ao JN, justifica os valores elevados com “o investimento a efetuar pelo operador no município, os custos de operação, o número de clientes que vão suportar estes mesmos custos, assim como a renda a pagar ao município e a qualidade do serviço”.

O regulador do sector defende que agregar os vários sistemas multimunicipais traz vantagens para a “equidade territorial”, mas essa igualdade tem sido alcançada através do aumento dos preços. Em 2017, num relatório posterior a uma auditoria, o Tribunal de Contas sublinhou que a Ersar “não tomou qualquer iniciativa, directa e concreta, com o objetivo de promover, junto dos municípios concedentes, o acatamento de recomendações” como a redução das taxas de rentabilidade dos acionistas e a partilha de benefícios com utentes e autarquias.

Esta falta de ação, juntamente com o custo elevado da água, tem motivado contestação da população em 11 municípios dos distritos de Leiria e Coimbra, geridos pela empresa intermunicipal Águas do Pinhal e onde os aumentos nas facturas chegaram aos 30 por cento. Em Caminha, cujo fornecimento de água está a cargo da Águas do Alto Minho desde janeiro, têm também acontecido protestos populares devido a graves “erros de faturação”, acrescenta o JN.

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