Nuno Oliveira quer fonte do Largo do Outeiro novamente na zona histórica de Oliveira do Hospital

O presidente da União de Freguesias de Oliveira do Hospital e S. Paio de Gramaços questionou ontem o executivo municipal sobre o paradeiro da fonte do Largo do Outeiro que se encontrava na zona histórica da cidade. Alegadamente, para permitir a realização de uma obra a fonte foi retirada do local. Só que nunca mais voltou. Nuno Oliveira, que falava durante a apresentação do projecto de requalificação da Zona Histórica da cidade de Oliveira do Hospital, que decorreu nos Paços do Concelho, frisou que aquela peça é importante para a história da cidade e tem de regressar ao seu local de origem.

O presidente da autarquia, por seu lado, ficou boquiaberto. José Carlos Alexandrino confessou a sua completa ignorância sobre o assunto. “Não sei por onde ela anda. Não sei nada disso. Estou pasmado”, confessou, dizendo que quer acreditar que a fonte foi removida e deve estar guardada em algum lugar. “Se foi retirada e está guardada para não se danificar, tudo bem. Mas não sei de nada”, confessou.

Nuno Oliveira fez saber que a fonte é um marco histórico e de grande sentimentalismo para a população. Como tal espera que seja averiguado o seu paradeiro e que a mesma seja devolvida ao seu lugar de origem. “Essa fonte representa muito da história de Oliveira do Hospital, existe o sentimentalismo das pessoas”, continuou o autarca da União de Freguesias de Oliveira do Hospital e S. Paio de Gramaços, deixando um desafio ao executivo camarário. “É importante saber onde anda essa fonte, porque ela tem de ser devolvida”, concluiu.

O presidente da União de Freguesias de Oliveira do Hospital e S. Paio de Gramaços enfatizou em declarações ao CBS que aquela fonte tem um sentido emblemático muito forte. Nos Santos Populares, por exemplo, exemplifica, a população faz questão de a enfeitar com rendas e manjericos. “Entretanto, fui surpreendido por um morador que me interpelou sobre a ausência da fonte. Tentei saber onde se encontra. Não se sabe, mas alguém terá de ser responsável. Se foi retirada para se fazer uma obra, quem a tirou terá de dizer onde se encontra”, concluiu.

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