Alexandrino bate-se por tarifa nacional de água sob pena de Oliveira do Hospital virar “reserva de índios”

A braços com uma fatura mensal de água que representa um “atrofio financeiro” para a autarquia, o presidente da Câmara volta a insistir coma necessidade de o governo criar uma tarifa nacional, em que o litoral seja solidário com o interior e “isto não seja uma reserva de índios”.

“A água que pagamos à Àguas do Zêzere e Côa é o que mais nos atrofia financeiramente e não é má gestão nem deixa de ser”. A afirmação foi feita pelo próprio presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital que, à entrada do novo mandato autárquico, se volta a deparar com os elevados preços de água que paga à empresa responsável pelo abastecimento de água em alta. Preços que, segundo diz, são os que deveriam ser aplicados no ano 2030 e não agora e que são muito acima dos que são praticados em Lisboa e outras zonas.

A braços com uma faturação mensal de mais de 200 mil Euros e que tem resistido em não fazer refletir no valor a pagar pelos oliveirenses, José Carlos Alexandrino entende que o caminho a seguir é o da uniformização das taxas a nível nacional, devendo o litoral mostrar solidariedade para com o interior e “isto não seja uma reserva de índios e venham cá os citadinos ver-nos”.

“Não queremos que façam de nós uma reserva, porque somos cidadãos de Portugal e temos direitos igual aos outros”, vincou o autarca, notando que o problema reside na “falta de coragem” do governo na hora de criar uma tarifa nacional. “Quando foi preciso coragem para suportar a RTP, aumentaram a fatura a todos os contribuintes sem perguntarem se queriam ou não”, criticou o presidente da Câmara Municipal oliveirense que, por esta altura lamenta que o governo não consiga resolver “os problemas reais” do país.

José Carlos Alexandrino falava assim a propósito da água no debate do Orçamento de Estado 2014 realizado esta semana em Oliveira do Hospital e onde também não poupou o governo no que respeita ao IC 6. “O PSD até agora nunca fez um quilómetro de IC até a Oliveira do Hospital”, referiu o autarca, verificando que, pelo contrário “têm sido sempre governos do PS” a fazer aquele trabalho tendo o IC “quase” chegado a Oliveira do Hospital, só não acontecendo por queda do governo socialista.

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