A Escola Secundária de Oliveira do Hospital foi, na passada quarta-feira, palco de um episódio invulgar. Um grupo de alunos decidiu, em jeito de protesto, usar mantas como forma de alertar para o frio que, nesta altura do ano, se começa a fazer sentir nos pavilhões da escola.
O episódio, que ficou conhecido por “dia da manta”, decorreu tranquilamente e os alunos não causaram qualquer tipo de distúrbio no recinto escolar, nem em sala de aula.
Na prática, os alunos apenas usaram a manta como agasalho, para assim apelarem à entrada em funcionamento do aquecimento.
A iniciativa que chega a ser interpretada como “uma brincadeira” por parte do diretor da escola, não deixa porém de merecer o reparo de Albano Dinis, pelo facto de os alunos não se terem queixado diretamente à direção da escola.
“A política da escola é de que a porta está sempre aberta”, afirmou o responsável, informando que o aquecimento ainda não foi ligado “porque ainda não foi necessário”.
“Acho até que é um contra-senso”, chega a observar o diretor da Secundária, referindo-se em concreto ao caso de alunos que andam pela escola em manga curta.
Albano Dinis garante que os critérios para o início do funcionamento do aquecimento são os mesmos de anos anteriores e que, este ano, ainda não foi ligado porque as temperaturas que se têm vindo a registar ainda não obrigaram a isso.
O diretor que não vê “nenhum drama” no assunto em questão, porque “não influencia o rendimento dos alunos”, alerta para a necessidade de ser seguido um “critério de rigor e de gestão”, porque a conta do aquecimento ainda representa um peso significativo naquilo que são os gastos da Escola.
A certeza que o diretor deixa é de que os alunos não passam frio na escola e de que, assim que for considerado necessário, o aquecimento entrará em funcionamento.
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