Cerimónia evocativa juntou antigos militares, familiares e autarcas junto ao Monumento dos Combatentes.
A Associação dos Antigos Combatentes do concelho de Tábua encerrou no passado domingo, 5 de Outubro, o périplo pelo concelho iniciado há dezoito anos na freguesia de Mouronho, em homenagem aos conterrâneos que combateram na chamada Guerra do Ultramar. Junto ao Monumento dos Combatentes foram lembrados os vinte e um militares tabuenses que tombaram nesse esforço de guerra. Cada vez que o seu nome era evocado pelo presidente da Associação, Abílio Rodrigues, os assistentes, muitos deles antigos militares, familiares e representantes de associações congéneres, respondiam em uníssono com a palavra “Pronto”, num momento vivido com emoção e solenidade.
“Muitos tombaram, muitos ficaram feridos para sempre no corpo e na alma, morreram por um ideal, por um país em que acreditavam ser eterno, por uma identidade que julgavam sagrada”, referiu Abílio Rodrigues, sublinhando que “Portugal não se constrói com vergonha, mas com verdade, respeito e gratidão. Enquanto houver um português de verdade, vocês jamais serão esquecidos”, concluiu, antes de proclamar: “Viva os Combatentes, Viva Portugal.”
O vereador da câmara municipal José Oliveira felicitou a Associação “pela iniciativa e pela resiliência em manter viva esta cerimónia que enaltece esses bravos que tombaram na sua missão”, salientando a importância de transmitir às gerações mais novas esse espírito de serviço e entrega.
O programa começou com uma missa na Igreja Matriz, celebrada pelo reverendo padre Paiva, capelão da Associação, seguindo-se o descerramento de uma placa alusiva aos Combatentes no espaço da Junta de Freguesia de Tábua. As comemorações terminaram com um almoço-convívio no Pavilhão Multiusos.
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