Este cruzamento fica a dar na Estrada, reciclada em Municipal, que liga Aldeia Formosa a Seixo da Beira, entre estas duas Povoações, e pertinho da bem conhecida “Rotunda das Ovelhas”.
De repente, alguém certamente preocupado com “atracções” por causa das próximas Eleições Autárquicas (26 de Setembro), e atingido por uma epifania decorativo-urbanística, mandou lá “enxertar” três Bancos relativamente grandes em madeira envernizada e uma Ponte também nessa madeira, esta colocada por sobre um valado das águas pluviais. Há uma “invenção” do género junto à “Rotunda da Anta” na mesma estrada e à saída de Seixo da Beira para Nelas. Mas, aqui, a “coisa” lá implantada, também em madeira, ainda não está terminada que se perceba. Veremos que tipo de cobertura vai ser colocada na “barraca” e principal atractivo do novo conjunto… E veremos como e quando vão as oliveiritas amputadas que por lá se vêem agora, ter melhor aspecto e outra função que não dar azeitona…
Quanto ao conjunto do cruzamento, pertinho da “Rotunda das Ovelhas”, pergunta agora o Povo, e justamente intrigado, quem terá sido o “iluminado” (ou a “iluminada”) que teve uma tamanha ideia ? Ou foi a Câmara Municipal e seus eleitos agora recandidatos pelo PS ou foi a Junta de Freguesia de Seixo da Beira e, nesta, os(as) candidatos(as) também do PS. Quanto a mim, a “coisa” saiu da Câmara. Mas, enfim, tenha saído da Câmara ou da Junta de Freguesia, nós é que estamos a pagar aquela “tonteria” deslocada e inútil tal como se apresenta agora.
Uma ideia assim, só poderá sair de algum crónico esbanjador do nosso dinheirinho público !
Sim, é uma parvoeira das grandes plantar três bancos, ali, num descampado daqueles, completamente descontextualizados, e meter aquela ponte sobre o valado. E não nos apraz “malhar” nisto porque, repete-se, além do mais, é o nosso dinheirinho que anda a ser mal gasto também ali !
Ainda se os “inteligentes” que produziram a “coisa” começassem, por exemplo, por lá transplantar duas ou três árvores já granditas, lá plantassem umas verduras, e só depois lá “enxertassem” os Bancos, ainda seria suportável mas assim, tal como está, não !
Assim, tal como está, a “coisa” serve para bronzear quem se lá for sentar nos Bancos no Verão. E serve para crestar ao vento Suão e ao caramelo, no Inverno. Já agora, puxemos também nós pela imaginação:- encha-se o Valado com água (sem ser poluída), ponha-se lá uns peixitos, e organize-se umas sessões de pesca para infantis que para mergulhar e nadar é estreito. A assistência pode ficar na Ponte que, nessas alturas, poderá ser promovida a “Pontão”… A “Protecção Civil” fica a guardar…
Entretanto, com a animação daí resultante, poderá haver quem se entusiasme com o local e lá instale umas industriazitas na “desertificada” Zona Industrial da Cordinha que lhe fica contígua…
E quiçá por pudor, para que se não saiba bem onde estamos – os visitantes e quem passar na Estrada – a placa indicativa de Seixo da Beira está quase ilegível de tão “descorada”…
E a passagem fundeira – em alcatrão – a este “parque” de (más) atrações tal como está, apresenta um quase valado que abana, “a doer”, as suspensões das viaturas que a atravessam para, aí, voltar para as Povoações da nossa Cordinha. Ou seja, maioritariamente dos aqui residentes. Então os “inteligentes” que imaginaram e implantaram a “coisa” despropositada, ainda se não aperceberam disto para mandar arranjar?…
“O tempora, o mores!” – apetece gritar em Latim para elevar o nosso nível linguístico em vez de dizermos, como nos está a apetecer dizer, uns palavrões em Português, e daqueles mais “duros” …
João Dinis, Jano
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