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Bombeiro morre asfixiado em incêndio de Antelas no concelho de Oliveira de Frades

Um bombeiro de 41 anos morreu, ao início da tarde desta segunda-feira, durante o combate às chamas na localidade de Antelas, concelho de Oliveira de Frades, distrito de Viseu. “Era um dos meus homens, da minha corporação. Era um bombeiro profissionalizado, pertencia à Equipa de Intervenção Permanente (EIP) e estava com os colegas no combate e ao que parece desviou-se um bocadinho para a direita e, às tantas, são surpreendidos por trás e ele fugiu para a frente”, contou à agência Lusa o comandante dos Bombeiros Voluntários de Oliveira de Frades.

Fernando Farreca explicou ainda que “foi aí que ficou desaparecido por algum tempo,” uma vez que “a restante equipa estava mais desviada e conseguiu escapar”. E “ele acabou por morrer mais à frente asfixiado, porque não tinha queimaduras no corpo”. “Foi o fumo”, acrescentou o comandante, que disse que o bombeiro tinha desaparecido “um par de horas antes”.

Segundo a mesma fonte, o incêndio que começou às 11h24, na localidade de Antelas, freguesia de Pinheiro, Oliveira de Frades, “já está dentro de um perímetro que agora é necessário controlar, para que ele não fuja dessa área“. Às 16h45, estavam a combater este incêndio 318 operacionais, 96 viaturas e 12 meios aéreos.

O ministro da Administração Interna já enviou os pêsames à família da vítima. “Recebi, com muita tristeza, a notícia da morte do bombeiro Pedro Daniel Ferreira, do Corpo de Bombeiros Voluntários de Oliveira de Frades, durante as operações de combate ao incêndio que deflagrou esta segunda-feira no concelho de Oliveira de Frades, distrito de Viseu”, começa por dizer numa nota. “Endereço os meus sentidos pêsames à família, amigos e ao Corpo de Bombeiros Voluntários de Oliveira de Frades. Neste momento de consternação para todos os portugueses relembro, com enorme gratidão, a forma generosa, profissional e sempre abnegada com que, todos os dias, milhares de bombeiros integram este esforço nacional de defesa da floresta contra os incêndios”, conclui Eduardo Cabrita.

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