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Comunidade das Beiras e Serra da Estrela terá “dispositivo robusto” de combate a incêndios no Verão

A Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela vai contar com 811 operacionais de combate a incêndios rurais em permanência na fase de maior empenhamento do DECIR, entre 1 de Julho e 30 de Setembro. O Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais foi apresentado em Figueira de Castelo Rodrigo pelo comandante sub-regional de Emergência e Protecção Civil das Beiras e Serra da Estrela, João Rodrigues, que o classificou como “um dispositivo robusto”, embora dependente “da capacidade de antecipação e reacção dos meios”.

Na Fase Delta, a mais crítica do Verão, estarão em prontidão 163 equipas, 533 bombeiros voluntários, 176 veículos, quatro helicópteros ligeiros de ataque inicial, posicionados em Aguiar da Beira, Guarda, Mêda e Covilhã, e cinco máquinas de rasto.

A região contará ainda com um helicóptero bombardeiro ligeiro estacionado em Seia, no Aeródromo Serra da Estrela, para reforçar a vigilância e a capacidade de intervenção rápida no Parque Natural da Serra da Estrela, território particularmente sensível ao risco de incêndio.

Até ao final de Maio, na Fase Bravo, o dispositivo regional integra 519 operacionais, distribuídos por 127 equipas e 128 veículos. Em Junho, na Fase Charlie, o número sobe para 664 operacionais, 132 equipas e 140 viaturas, o mesmo empenhamento operacional que voltará a vigorar entre 1 e 15 de Outubro.

A partir de 1 de Julho serão também mobilizadas 42 equipas de sapadores florestais e de gestão de fogos rurais do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, quatro equipas helitransportadas e terrestres da Unidade de Emergência de Protecção e Socorro da GNR e uma brigada da Força Especial de Protecção Civil, estacionada em Trancoso.

“O dispositivo tem vindo a ser melhorado e flexibilizado ano após ano, mas tudo está dependente da rapidez do seu accionamento e das condições meteorológicas”, afirmou João Rodrigues. O comandante sub-regional sublinhou ainda que os incêndios colocam “grandes desafios” e que “o conhecimento da região é determinante”.

Entre 1 de Janeiro e 30 de Setembro de 2025, os incêndios consumiram 106.780 hectares na área da Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela, que integra 15 municípios dos distritos da Guarda e Castelo Branco.

Na abertura da sessão, o presidente da Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela, Carlos Condesso, pediu “mais meios e apoios para não se repetir o que se passou no ano passado”. O também presidente da Câmara de Figueira de Castelo Rodrigo destacou a importância da cooperação intermunicipal na preparação da época de incêndios rurais e apelou aos particulares para limparem os terrenos.

O secretário de Estado da Protecção Civil, Rui Rocha, recordou que alguns concelhos das Beiras e Serra da Estrela integraram, em 2025, a lista dos 20 municípios com maior área ardida. O governante defendeu o trabalho conjunto entre autarquias, protecção civil, forças de segurança, bombeiros e administração central na protecção das populações, do património e da floresta.

“A nível nacional, o DECIR 2026 conta com mais operacionais e mais meios do que no ano passado, mas estamos sempre muito condicionados por aquilo que também sejam as condições meteorológicas, que ainda não dominamos”, afirmou Rui Rocha, lembrando que, em 2025, houve mais de 25 dias consecutivos de condições adversas.

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