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Diogo Jota é morto. Autor: João Dinis, Jano

Estamos de luto no mundo do jogo da bola!

A notícia da morte brutal e inesperada dos dois irmãos Silva – o Diogo e o André – mais do que tristeza, causaram profunda consternação, logo após o choque inicial em que ainda se “reza” por um desmentido!

Mas consumou-se o pior. Foram ambos “ceifados” em plena pujança das suas vidas e das suas carreiras de futebolistas. Que violência terem que descansar tão prematuramente!

Diremos, entretanto, que sempre que um grande futebolista morre, se perde um artista para além de um ser humano especial. E acende-se mais uma estrela nos céus e na nossa memória. Obrigado pelo que nos destes!

O mano mais velho, o Diogo Jota, era um craque.  Bom jogador, habilidoso, e como também sabia jogar, era muito bom em campo. Isso eu sempre lhe reconheci e não foi por eu ser algum “vidente”, mas também devido ao trajecto que o levou do Paços de Ferreira, ao Futebol Clube do Porto, ao Atlético de Madrid, ao Wolverhampton, até se fixar no Liverpool nos últimos 5 anos. Afirme-se que jogar no Liverpool é jogar na “primeira divisão” mundial do jogo da bola e, aliás, jogar na Selecção Nacional também é muito notável.

Diogo Jota afirmou-se como craque do jogo da bola pelo seu próprio mérito e, por isso, não foi “abafado” nos negócios empresariais que dominam o mundo cruel do futebol actual.

Diogo Jota tinha um estilo muito eficiente. Era rápido e ágil, esquivo e saltitante. Pensava depressa. Era completo. Fazia golos com frequência, inclusive de cabeça, ele que não era um “matulão”. E decidia bem, como poucos o fazem, no último lance em que intervinha na área adversária ou próximo a ela. Em suma, sabia mesmo jogar à bola que o futebol é um jogo colectivo onde, embora, os craques se destacam. É lermos o que agora sobre ele disse o Klop, seu treinador e seu admirador no Liverpool. Os exigentes fãs do Liverpool também o apreciavam bastante. Nós também.

Os mais profundos sentimentos aos seus familiares e amigos mais chegados, sem esquecer o seu também malogrado irmão André. Perderam uns jovens e queridos familiares e amigos.

Sobretudo com o desaparecimento de Diogo Jota, nós perdemos um verdadeiro artista da bola. André Silva ainda estava a afirmar-se.  Estamos consternados!

Viva a memória do André Silva e do Diogo Jota!  Até sempre!

Autor: João Dinis, Jano

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