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Duas associações centenárias receberam a Medalha de Honra do concelho de Gouveia

A Associação Cultural e Desportiva Aldeense e o Centro Recreativo Cativelense, que este ano assinalam cem anos de existência, receberam esta segunda-feira a Medalha de Honra do Concelho de Gouveia, durante a sessão solene do Dia do Município. A mesma distinção foi atribuída ao professor doutor Joaquim Renato Araújo, pelo seu percurso académico e profissional ligado à Universidade de Aveiro e ao ensino superior português.

A cerimónia serviu também para reconhecer trabalhadores municipais que terminaram o seu percurso profissional, atletas que se destacaram nas respectivas modalidades, jovens ligados a projectos de inovação e alunos com resultados escolares de excelência.

No desporto, foram distinguidos Fábio Mendes, no Trail Running, Guilherme Artur Cabral Duarte, no BTT/XCO, e Manuel Santos, no Downhill Urbano. Os Prémios de Mérito na Inovação Jovem Manuel Jacinto Alves distinguiram Diego Bispo Justino, Kiara Gerardo Pinheiro e Glória Maria da Graça Inocêncio.

A autarquia atribuiu ainda os Prémios de Mérito Escolar Pedro Amaral Botto Machado aos alunos que obtiveram os melhores resultados nos diferentes níveis de ensino. Nove trabalhadores do Município foram igualmente homenageados pelo percurso cumprido ao serviço da autarquia.

No âmbito do mérito municipal foram distinguidas empresas do sector têxtil, representantes do comércio tradicional e o CERVAS, Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens.

A valorização das pessoas e a necessidade de manter comunidades activas no território estiveram presentes nas intervenções dos responsáveis autárquicos. O presidente da Assembleia Municipal, Carlos Peixoto, defendeu a importância de criar condições para que as pessoas possam viver, trabalhar e construir o seu futuro em Gouveia. Já o presidente da Câmara Municipal, Jorge Ferreira, destacou a resiliência e o espírito empreendedor da comunidade e a necessidade de continuar a preparar o concelho para os desafios futuros.

Convidado de honra das comemorações, o ministro da Administração Interna, Luís Neves, defendeu uma maior coesão territorial e uma presença regular do Estado nos territórios de menor densidade. “O nosso país não é Lisboa e não é o litoral. Somos todos, todos são importantes e todos devem ter direito às mesmas condições de vida”, afirmou.

Na sua intervenção, o ministro destacou também a necessidade de garantir a ocupação e o repovoamento do interior, sobretudo através da criação de condições para a fixação dos jovens. Num concelho marcado pelos grandes incêndios de 2017 e 2022, Luís Neves abordou ainda a necessidade de mudar o paradigma da protecção civil, apostando mais na antecipação, na preparação e na prevenção.

“Não podemos continuar olhados só para o pós-desgraça”, concluiu, defendendo uma maior atenção à vigilância, à gestão da vegetação, ao planeamento, à formação e à informação das populações.

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