Vivemos uma época de instabilidade. Quer na vida de cada um. Quer no âmbito social. E, neste aspecto, há muitos anos que o desporto tem de ser repensado. Não como negócio, mas como parte da identidade, cultura e ocupação, principalmente da juventude. Nunca é demais lembrar que o desporto é saúde, mas também que têm de existir condições, não só técnicas e humanas, como de infra-estruturas. É preciso olhar o futuro desportivo como factor dinamizador e não reduzi-lo a um contentor…
Muitos concelhos têm investido em diversos equipamentos. Uns com utilização. Outros nem por isso.
Na região Centro temos no desporto maior (futebol) o Tondela que tem feito um trabalho de excelência criando raízes para o futuro. Mas temos também o FC Oliveira do Hospital, um clube do qual até sou sócio (como sou de outros), que não tem infra-estruturas do século XXI. Permanecem as mesmas dos anos 90. E isto é intrigante, já que o investimento nas condições de treino dos jovens é prioritário. Acabou o tempo em que se contruíam equipas pagando salários a jogadores seniores vindos sabe-se lá de onde. Isso acabou.
Não se entende, por isso, como um clube não pode jogar em sua casa por falta de infra-estruturas e se mantém um silêncio ensurdecedor à volta do assunto. Quase somos levados a pensar que estão à espera da despromoção do FCOH para evitar o investimento em infra-estruturas mínimas. Não pode acontecer.
O investimento tem de acontecer já. Independentemente dos resultados desportivos. Falamos de formação. Algo que marca o presente e o futuro. Queremos o FCOH na Liga 3. Mas com condições.
Autor: Nuno Tavares Pereira
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