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Incêndio da Covilhã ameaça entrar no concelho de Arganil

Bombeiros reforçam combate junto à cumeada que separa os distritos de Coimbra e Castelo Branco. Presidente da câmara destaca eficácia da estratégia na fronteira do concelho.

O dispositivo de bombeiros da Região de Coimbra foi reforçado para travar o avanço do incêndio da Covilhã em direcção ao parque eólico do Alto de Arganil, numa frente de fogo que ameaça entrar no concelho, confirmou esta segunda-feira o presidente da câmara, Luís Paulo Costa. Segundo o autarca, a estratégia delineada na fronteira de Arganil com o município da Covilhã “deu bom resultado” na madrugada desta segunda-feira. No entanto, uma nova projecção do lado de Sobral de São Miguel provocou reacendimentos e está, neste momento, a fazer o fogo escalar a montanha em direcção ao limite dos concelhos, que coincide com a separação dos distritos de Coimbra e Castelo Branco.

“Está a ser posicionado na cumeada um dispositivo para, quando as condições o permitirem, o estancar ali”, afirmou Luís Paulo Costa.

O comando sub-regional de Emergência e Protecção Civil da Região de Coimbra confirmou à Lusa, cerca das 14h30, que o incêndio se mantém “todo no concelho da Covilhã”, lavrando numa encosta do lado do distrito de Castelo Branco.

A principal preocupação está no flanco esquerdo do fogo, que poderá evoluir serra acima até ao parque eólico do Alto de Arganil. A fronteira entre os dois distritos situa-se numa zona de cumeada, que vai do pico da Cebola, o ponto mais alto da serra do Açor, com 1418 metros, em direcção a nordeste, ao longo de cerca de cinco quilómetros.

No município de Arganil, a povoação de Malhada Chã fica a cerca de um quilómetro, em linha recta, do parque eólico, e a sede de freguesia, a aldeia histórica do Piódão, localiza-se a quatro quilómetros.

O dispositivo que incorpora meios de toda a Região de Coimbra e que está afecto ao combate ao fogo foi reforçado ao final da manhã, incluindo corporações do litoral. No local encontram-se 112 bombeiros, apoiados por 36 veículos e duas máquinas de rasto, devido à proximidade das chamas às eólicas.

Na noite anterior, foi aberto um aceiro na encosta junto à cumeada, ao longo de 1,5 quilómetros, bem como realizados outros trabalhos para tentar deter o avanço do incêndio.

O fogo, que começou pelas 15h00 de domingo em Sobral de São Miguel, estava a ser combatido, mais de 24 horas depois, por 424 operacionais, apoiados por 139 viaturas e dez meios aéreos. Mantém-se activo numa zona florestal próxima das povoações de Pereiro e Casal de Santa Teresinha, no município da Covilhã, onde está sediada a tutela operacional.

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