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IPG soma terceiro doutoramento e reforça ambição de chegar a universidade

O Instituto Politécnico da Guarda (IPG) recebeu a acreditação para um novo doutoramento em “Média, Património, Sociedade e Espaços de Fronteira”, o terceiro aprovado em poucos meses, anunciou esta quarta-feira o presidente da instituição, Joaquim Brigas, durante a cerimónia do Dia do IPG e do 46.º aniversário do instituto.

O novo ciclo de estudos será desenvolvido em consórcio com a Universidade Pública de Navarra, a Universidade de Saragoça, a Universidade de Lleida e a Universidade de La Rioja, cabendo a coordenação científica à Universidade Pública de Navarra.

Segundo Joaquim Brigas, citado numa nota do IPG, trata-se de um doutoramento “interdisciplinar, internacional e transversal à instituição”, desenvolvido no âmbito da participação do Politécnico da Guarda na Aliança Europeia UNITA. O presidente do IPG associou ainda a acreditação ao trabalho científico desenvolvido pela unidade de investigação TECHN&ART nas áreas do património, das tecnologias aplicadas e da inovação cultural.

Este é o terceiro doutoramento acreditado ao IPG pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior em Portugal. Em Dezembro de 2025 tinha sido aprovado o doutoramento em Ciências Biomédicas e Biotecnológicas e, em Fevereiro, o doutoramento em Ciências do Desporto, no âmbito de um consórcio de seis politécnicos.

Na mesma cerimónia, Joaquim Brigas defendeu que o novo Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior estabelece requisitos para a ascensão ao estatuto de universidade que o IPG “já cumpre plenamente”.

O presidente do Conselho Geral do IPG, Carlos Martins, alertou, por seu lado, para os efeitos do “aumento indiferenciado de vagas” no ensino superior. Citado na mesma nota, afirmou que essa política “agrava desequilíbrios territoriais e penaliza o Interior”.

O representante da Associação Académica da Guarda, Diogo Fernandes, destacou o “enorme salto qualitativo” dado pela instituição, mas pediu mais residências estudantis, a requalificação das instalações da associação académica e igualdade de tratamento para os estudantes do Interior.

“Os estudantes da Guarda e de Seia não podem continuar a receber apoios inferiores aos atribuídos aos estudantes das grandes áreas metropolitanas”, afirmou Diogo Fernandes, apelando ao presidente do IPG para continuar essa “batalha em defesa dos estudantes e da coesão territorial”.

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