Como se sabe, há o “jogo da Bolsa” na especulação financeira, sobretudo com o valor de acções de empresas “cotadas na Bolsa”.
Por Oliveira do Hospital, pelos vistos, também há o jogo político com a atribuição de “bolsas de estudo”, apoio financeiro a estudantes do Ensino Superior com baixos recursos financeiros, os quais, através dessas “bolsas de estudo”, a Câmara Municipal entende ajudar para poderem continuar os estudos. Pois até aqui tudo bem.
Porém, este ano lectivo, e tal como se escreveu, por exemplo, no Correio da Beira Serra, foram menos os alunos com direito efectivo a receber a correspondente “bolsa de estudo”, foram 26, do que aqueles que acabaram por não ser contemplados por decisão da Câmara, foram 34, alegadamente por falta de verba para o efeito.
Estareis lembrados de que nós próprios aqui escrevemos um artigo entre a consideração do assunto como “copo meio cheio” ou como “copo meio vazio”, consoante os pontos de vista. A Câmara falou do ponto de vista do “copo meio cheio” e nós optámos pelo “copo meio vazio”. Só que isto não pode reduzir-se a um mero jogo de palavras. É que, enquanto há um grupo de alunos, 26, do Ensino Superior que foi contemplado e a quem o dinheiro vai fazer jeito, um outro grupo um pouco maior, 34, foi excluído, injustamente, diga-se, do acesso às mesmas “bolsas de estudo” e vai ficar com ainda maiores dificuldades para prosseguir os estudos. Ora, as injustiças devem ser reparadas e, até agora, e ao que se sabe, ainda o não foram, no caso por parte da Câmara Municipal! Mas ainda há tempo para corrigir, caso a Câmara assim queira!
Presidente da Câmara precisa de “melhores fontes de informação”, mas, para isso, deve ler o Correio da Beira Serra…
Entretanto, alguém nos veio dar relato de um “curioso” debate ocorrido na última sessão da Assembleia Municipal, a 30 de Abril. É-nos então dito que, em resposta a uma intervenção de uma deputada municipal sobre este assunto da atribuição e da não-atribuição das “bolsas de estudo”, debate em que essa deputada municipal referiu os números dos alunos com e dos alunos sem “bolsas de estudo”, números que, aliás, o Correio da Beira Serra também tinha divulgado, nessa resposta, o presidente da Câmara veio admoestar a deputada, atirando com outros números para o debate. Aliás, terá sido mesmo recomendado à deputada municipal que procurasse “outras fontes de informação”, o que também pressupõe uma crítica velada ao Correio da Beira Serra…
Esclareça-se que, em boa verdade, os números divulgados pelo Correio da Beira Serra e os números citados pela deputada no debate da Assembleia Municipal foram divulgados publicamente no “site” da própria Câmara! Afinal, como é?…
Ora, perante o manifesto “erro de cálculo” do presidente da Câmara na matéria em apreço, e partindo até da “recomendação” feita à deputada municipal na resposta que lhe foi dada sobre o assunto das “bolsas de estudo”, é também legítimo “recomendar” ao presidente da Câmara e a alguns dos seus “fiéis seguidores” na Assembleia Municipal que procurem “outras fontes de informação” para além das publicações oficiais da Câmara, o que poderão fazer, por exemplo, lendo o Correio da Beira Serra. Ficarão melhor informados… Porém, e tal como fazem questão de demonstrar, fogem do Correio da Beira Serra como o “diabo foge da cruz”! Mas porquê, porquê??…
Autor: Carlos Martelo
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