O presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital reconheceu hoje que a reunião em Coimbra com cerca de 100 autarcas para eleger um nome a indicar ao Governo para fazer parte da comissão que vai gerir os fundos comunitários para a região Centro não foi o melhor exemplo em tempos de pandemia. José Carlos Alexandrino foi um dos autarcas a referir que nesta altura as concentrações não são aconselháveis.
“A organização esteve perfeita, de qualquer maneira admito que não possa ser um grande exemplo para o cidadão comum, como nós às vezes não percebemos que os partidos políticos se possam juntar, como aconteceu com alguns na campanha presidêncial e depois o resto da sociedade não o possa fazer”, referiu. O autarca sublinhou ainda que os políticos não devem ter um estatuto especial. “Está em causa o valor supremo da vida”, rematou. (ver aqui vídeo: 01.40 a 02.05).
À saída, os autarcas estavam a usar máscara, mas muitos esqueceram-se das regras de distanciamento, numa reunião que contou com 97 dos 100 autarcas que compõem a comissão de coordenação e desenvolvimento da região Centro ou fizeram-se representar na reunião convocada pela associação nacional de municípios.
O presidente da Associação Nacional de Municípios que convocou o acto defende o espaço e as regras que, segundo Manuel Machado, foram cumpridas sem beliscar as normas impostas pela DGS.
O economista Luís Filipe, chefe de gabinete da ministra Ana Abrunhosa, que pertence aos quadros da CCDR do centro e deputado municipal em Penela será o indicado como vogal para representar os autarcas na comissão diretiva do programa operacional do centro.
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