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Kama Sutra. Autor: Fernando Roldão

É, seguramente, o primeiro tratado de sexualidade e tem cerca de mil anos.

O Templo do Sol em Konark, no Estado de Odisha, o complexo de Ellora, em Maharashtra, e os templos hindus de Khajuraho, em Padhya Pradesh, são alguns exemplos de sítios que mostram representações sobre relações sexuais, explicitas, perpetuadas em baixos-relevos, tendo sido declarados património mundial pela Unesco

Na Índia moderna existe, na actualidade, um enorme conservadorismo no que toca a esta temática, que vai desde a criminalização da homossexualidade, até ao extremo de culpabilizar a vítima de estupro.

Os romanos tinham festivais reservados às mulheres, muito similares aos praticados pelos atenienses, na antiga Grécia, nos quais a embriaguês, gestos obscenos, comportamentos desviantes eram normais e que foram, também, imortalizados em pinturas.

A sexualidade tem a mesma idade do homem sobre a terra, bem como as suas crenças e os seus rituais, que se diluem entre a moralidade, a liberdade individual e os excessos cometidos.

Não se compreende, pois a necessidade de legislar ou normalizar comportamentos que são, acima de tudo, pessoais e a que todos têm direito, logo cerceadores das liberdades individuais.

Estão fora destas “liberdades”, as crianças, seres incompletos, logo carentes de boas práticas, respeito por parte da população adulta, protegendo-as de práticas traumatizantes, inibidoras de um crescimento harmonioso e natural.

A convenção internacional sobre os direitos da criança, aprovada pela assembleia-geral das nações unidas em 1989, define que os países signatários devem tomar medidas legislativas administrativas, sociais e educativas devidamente adequadas à protecção da criança, inclusive no que diz respeito à violência sexual.

Esta convenção peca, à partida, pela omissão dos países não signatários, o que nos leva a concluir que esta é sectária, partindo do princípio que só estes devem cumprir estas normas.

Bom, então e os outros países, que têm crianças, não contam para esta frente de luta a favor dos direitos das mesmas?

Não vou opinar sobre esta e outras situações, pois não tenho espaço suficiente para classificar ou adjectivar os comportamentos desviantes, omnipotentes e soberanos, em que os valores da moral e da justiça, deveriam estar presentes, todos os dias e em todos os momentos.

Os comportamentos ou práticas sexuais dos adultos, só a estes dizem respeito, desde que não colidam com os que não estão de acordo ou fora destas práticas.

Deixemos de fora as crianças, pois o seu crescimento até à idade adulta, necessitam de paz, amor e bons ensinamentos, para seguirem os seus instintos no caminho da maturidade, patamar que lhes permitirá decidir sobre as suas opções pessoais.

Estamos a assistir a verdadeiras campanhas exaustivas e maciças, que contrariam tudo aquilo porque a humanidade tem lutado, no sentido de defender o bom senso e as liberdades pessoais, quase que obrigando as pessoas a serem aquilo que elas não querem ser.

Estamos a ser permissivos, na protecção e aprovação da pedofilia, que é um transtorno psiquiátrico, grave, em que um adulto ou adolescente mais velho sente uma atracção sexual primária ou exclusiva por crianças pré-púberes, geralmente abaixo dos 11 anos de idade.

Estamos igualmente a ser cúmplices dos defensores e apoiantes desta aberração, pois até no reino animal, existem regras naturais bem definidas nesta matéria.

Temos que parar para fazer uma profunda reflexão sobre a sociedade que queremos construir, igualmente sobre a herança que recebemos dos nossos antepassados, avós e pais.

Os adultos em geral, os pais e professores em particular devem agilizar os seus comportamentos no sentido de parar esta verdadeira hecatombe que se está a abater sobre a raça humana, onde, por este caminho, dentro de pouco tempo o caos se instalará, tornando a moral e o respeito, coisas obsoletas, desprovidas de conteúdo.

O artigo 21 da constituição da república portuguesa diz:

  • É proibida a discriminação em razão, designadamente, do sexo, raça, cor ou origem étnica ou social, características genéticas, língua, religião ou convicções, opiniões políticas ou outras, pertença a uma minoria nacional, riqueza, nascimento, deficiência idade ou orientação sexual.

Quem, digo eu, através, das suas acções, pressões ou manipulações, tentar interferir na liberdade de crescer, viver ou morrer, deve ser criminalizado, pois está a atentar contra este artigo.

Ensinem nas escolas, código da estrada, natação, primeiros socorros, civilidade, ler, escrever, bem como anatomia e acabem com programas virados para a sexualidade desinformada.

Deixem as crianças crescerem pela lei da natureza, sem pressões movidas por grupos que fizeram as suas escolhas, pois cada um tem o direito, em liberdade, às suas escolhas.

A sociedade também não tem o direito de discriminar os que escolheram outros caminhos.

A isto chama-se, democracia e liberdade.

 

 

 

Autor: Fernando Roldão

Artigo escrito pelo antigo acordo ortográfico

 

 

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