O Movimento Associativo de Apoio às Vítimas dos Incêndios de Midões (MAAVIM) considera que os municípios já deviam estar no terreno a apoiar as populações nas plantações e limpezas dos terrenos, mas, segundo o porta-voz daquele movimento, muitos preferem continuar com aquilo que designa por obras de fachada. “Obras de jardins, de inaugurações, alguns até com contas solidárias com dinheiro de Outubro de 2017…”, conta Nuno Tavares Pereira.
A MAAVIM acusa ainda o Governo de não ter cumprido as promessas para este “território devastado”. “Precisamos de apoios no território. Quer nas infra-estruturas, quer para a manutenções do território. Mais um Verão se aproxima e os apoios ficam-se pela propaganda, pelos slogans, vídeos, cartazes e palavras de culpa aos proprietários”, insiste.
Nuno Tavares Pereira assegura ainda que está a ser preparado mais um pedido de audiência à nova “comissão eventual de inquérito parlamentar à actuação do Estado na atribuição de apoios na sequência dos incêndios de 2017 na zona do Pinhal Interior”. “Continuamos com milhares de lesados que nunca foram apoiados e que tinham direito aos apoios e ajudas anunciadas. Ao invés de outros que tiveram ajudas e que o próprio Tribunal de Contas veio denunciar”, conclui.
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