O executivo e a Assembleia da União de Freguesias de Celorico da Beira (São Pedro e Santa Maria) e Vila Boa do Mondego tomaram posse a 29 de Abril, pondo fim ao impasse que impedia a constituição dos novos órgãos resultantes das eleições autárquicas de 12 de Outubro de 2025. A solução resultou de um entendimento entre o PSD e o movimento independente Todos Por Celorico.
A junta volta a ser presidida por Fernando Veiga, do PSD, e integra Paulo Caetano, eleito pelo movimento independente Todos Por Celorico, como secretário, e Catarina Lourenço Lopes, do PSD, como tesoureira. A Assembleia de Freguesia, por seu lado, será presidida por Pedro Herlander, também eleito pelo movimento independente.
A dificuldade em formar os novos órgãos resultou da distribuição de mandatos saída das eleições de 12 de Outubro. O PSD, recorde-se, venceu com 613 votos e quatro eleitos, mas não alcançou maioria absoluta. O PS obteve 507 votos e quatro eleitos, e o Todos Por Celorico elegeu um representante, com 187 votos, que acabou por ser decisivo para o acordo agora alcançado.
A primeira tentativa de entendimento passou pelo PS. Fernando Veiga justificou a opção com o facto de os socialistas terem sido a segunda força mais votada e, por isso, deverem estar envolvidos na solução. O presidente reeleito sustenta que o PSD cedeu “em vários pontos” e chegou mesmo a um acordo para a formação do executivo, que chegou a integrar um elemento do PS. O processo voltou, porém, a bloquear quando surgiram novas exigências por parte do PS relacionadas com a mesa da Assembleia de Freguesia.
A situação agravou-se a 12 de Março, quando os eleitos socialistas apresentaram a demissão em bloco. Na altura, o líder da candidatura socialista, José Peralta, justificou a decisão com a falta de confiança e com divergências que impediram um consenso para a governação da junta.
Com os socialistas fora do processo, o entendimento acabou por ser alcançado com o movimento independente Todos Por Celorico. “Houve uma negociação entre os dois grupos e foi possível chegar a um entendimento”, afirmou Fernando Veiga. O presidente reeleito defende que o acordo permite à junta entrar “em plenas funções”, recuperar “o tempo perdido” e trabalhar “para bem dos fregueses”.
Paulo Caetano, eleito pelo movimento independente e agora secretário do executivo, sustenta que o Todos Por Celorico sempre defendeu uma solução estável. “A nossa posição foi sempre de negociar a bem da comunidade”, afirmou. O eleito independente admite que o movimento esteve numa fase inicial afastado das conversações, mas voltou a ser opção quando se tornou claro que o entendimento entre PSD e PS era impossível. “O que queremos é trabalhar para melhorar as condições de vida das pessoas”, remata.
A tomada de posse encerra mais de seis meses de bloqueio político na União de Freguesias. A governação fica agora assente no acordo entre sociais-democratas e independentes, que permitiu dar posse aos órgãos eleitos em Outubro.
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