O praticante de Seia de plogging Carlos Manuel Dobreira assegura que recolheu hoje na Praia Fluvial da Lapa dos Dinheiros e nas suas imediações, 20 litros de resíduos e encontrei um esquentador em apenas 20 minutos. Este activista ambiental refere que os resíduos chocam os turistas.
“Dos resíduos recolhidos em água e em vegetação, que chocaram os turistas presentes no local, destaque para garrafas de vidro e de plástico, meias, embalagens de plástico, latas de bebidas refrigerantes, metais, uma factura, uma tampa de embalagem de fastfood. Dentro das possibilidades existentes procedeu-se à separação dos resíduos recicláveis”, refere numa nota. “A localização do esquentador (a poucos metros do acesso pedonal ao Buraco da Moura) será comunicada à Câmara Municipal de Seia para recolha posterior”, diz, adiantando que o exposto é dado a conhecer à UNESCO”, conta.
Carlos Manuel Drobeira concluiu sublinhando que no concelho de Seia, desde 20 de Agosto de 2019, em oito sessões de plogging já foram recolhidos 270 litros de resíduos recicláveis e perigosos e 4 330 beatas de cigarro num período de 10h19.
O plogging é uma modalidade que aliar o cuidado dom o meio ambiente com a prática de exercícios físicos. Essa é a fórmula na qual se baseia o “plogging” (uma contracção da palavra sueca plocka upp – recolher – e da palavra inglesa jogging – corrida a pé de baixa velocidade. A modalidade surgiu em 2016, quando o corredor sueco Erik Ahlstrom, cansado de tropeçar no lixo de parques, praças e calçadas, resolveu criar esse desporto estranho. O conceito consiste em aproveitar uma corrida semanal para recolher o lixo que se encontra pelo caminho. A fórmula rapidamente obteve sucesso na Suécia e no restante do mundo, graças às redes sociais.

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