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Quebrou-se aqui uma regra democrática introduzida por António Lopes

“Quebrou-se aqui uma regra democrática introduzida por António Lopes”

A comemoração do Feriado Municipal de Oliveira do Hospital não escapou a alguma polémica. As intervenções dos partidos representados na Assembleia Municipal, um ponto que fez parte do programa das comemorações nos últimos anos, foram abolidas. Algo que não agradou a alguns partidos da oposição, em particular ao Partido Comunista Português.
“Foi aqui quebrada uma regra democrática introduzida há cinco anos pelo anterior Presidente da Assembleia Municipal (AM) António Lopes”, disse ao CBS João Dinis, mais conhecido por Jano, porta-voz do Partido Comunista de Oliveira do Hospital. “Soube desta triste alteração há cerca de 15 dias. É lamentável”.
Este elemento considera que, ao acabar com este ponto, colocou-se um ponto final no Concelho de “uma forma de matizar a cerimónia com diferentes avaliações”. “Assim passa a uma missa com várias homilias, mas monocórdicas”, referiu, adiantando reconhecer que não há nada na lei que obrigue a organização a oferecer aos partidos com assento na AM o direito de se expressar nesta cerimónia. “Mas que faz falta, faz. Com esta atitude, o acontecimento passou a ser rotineiro e amputado de visões diferentes”, frisou
João Dinis nem quer pensar que a medida seja extensiva às comemorações do 25 de Abril. “Espero que esta medida não insinue uma cultura anti partidária, que é antidemocrática, porque os partidos políticos são um pilar do sistema”, concluiu.

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