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Seis meses depois, acordo entre PSD e independentes permite formar executivo na União de Freguesias de Celorico da Beira…

O PSD e o movimento de independentes “Todos Por Celorico” alcançaram um acordo para formar o executivo da União de Freguesias de Celorico da Beira (São Pedro e Santa Maria) e Vila Boa do Mondego, pondo fim a um impasse que impedia a constituição dos novos órgãos desde as eleições de 12 de Outubro de 2025.

O entendimento, ao que foi possível apurar, permite que Fernando Veiga, cabeça de lista do PSD e vencedor das eleições, assuma a presidência do executivo, enquanto Paulo Caetano, líder da candidatura independente, ficará com a segunda posição. O terceiro elemento do executivo será igualmente indicado pelo PSD e o movimento independente mantém um representante na Assembleia de Freguesia, numa solução que encerra um período de bloqueio institucional.

O acordo surge depois de falhadas as negociações entre PSD e PS e da demissão em bloco dos eleitos da lista socialista, a 12 de Março, decisão que agravou a crise e colocou a junta em risco de perda de quórum, cenário que se concretizaria caso os independentes seguissem os mesmos passos, obrigando à convocação de eleições intercalares. Os independentes decidiram, porém, negociar, considerando ser essa a melhor forma de defender os interesses dos celoricenses.

Paulo Caetano assegura que o movimento independente sempre defendeu uma solução estável, apesar de ter sido inicialmente afastado das conversações. “A nossa posição foi sempre de negociar a bem da comunidade. Houve a determinada altura um bloqueio que nos colocou à margem das negociações, mas depois verificou-se que o entendimento entre os vencedores das eleições, PSD, e o PS era impossível e voltámos a ser opção”, explica.

Acrescenta que o cenário de novas eleições chegou a ser admitido e que os elementos da lista de independentes decidiram, por unanimidade, viabilizar a formação do executivo da junta, procurando evitar “mais transtornos para os celoricenses”.

Garante que nunca ambicionou integrar o executivo e rejeita qualquer articulação com a demissão dos socialistas. “O que queremos é o bem dos celoricenses e manter esta crise ou avançar para eleições não era a melhor solução. Agora, o novo executivo terá de mostrar obra”, acrescenta.

A comissão política de secção do PSD de Celorico da Beira considera que o entendimento foi determinante para ultrapassar o bloqueio e garantir uma solução de governação estável, sublinhando a necessidade de assegurar o funcionamento regular da junta e a resposta aos problemas da população. O partido afirma que o processo permitiu evitar um cenário de paralisação e que continuará a acompanhar a execução do acordo, exigindo que se traduza em trabalho e resultados no terreno.

O impasse prolongou-se, depois do PSD e PS elegerem, mas eleições de 12 de Outubro, quatro elementos cada, com 613 e 507 votos, respectivamente, e o movimento independente um, com 187, ficando este último numa posição decisiva para a formação do executivo, mas só entraram nas negociações depois do PS ter batido com a porta.

José Peralta, líder da candidatura do PS, justificou, na altura, a demissão, a 12 de Março, de todos os membros efectivos e suplentes da sua lista com a falta de confiança e divergências que impediram um consenso para a governação da junta, após cinco meses de tentativas falhadas para desbloquear a situação. “Não havia confiança”, disse.

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