O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) afirma, numa carta dirigida ao presidente do conselho de Administração da ULS Guarda, que a situação que se vive no Serviço de Urgência do H. Sousa Martins “é grave” e que existem “ilegalidade nas pressões exercidas aos internos de especialidade para assegurarem sozinhos a área dos doentes respiratórios”. O SIM, ao mesmo tempo, apela ao Governo e ao Conselho de Administração (CA) daquela unidade para que “não continuem a ignorar os problemas da falta de médicos no Hospital Sousa Martins” que na última noite levou ao encerramento parcial das urgências e à demissão de um dos médicos com cargo de chefia.
“Nem o cada vez maior recurso a empresas prestadoras, conseguem disfarçar. Demonstram a sua total incapacidade na resolução dos problemas, reflectida na incompetência em fixar médicos, gerando insuficiências na prestação dos serviços com qualidade neste hospital”, continua a missiva, salientando “a situação grave que se vive no Serviço de Urgência do H. Sousa Martins da Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda, tendo como realidade a ausência de clínicos para fazer face às necessidades desse serviço, com escalas em total incumprimento com os requisitos mínimos de segurança para os doentes e para os clínicos, provocando um cenário de instabilidade e insegurança”.
O SIM, continua, solidariza-se com os chefes de equipe que ao longo das últimas semanas têm solicitado a suspensão dos seus cargos de chefia, colocando-os à disposição do Conselho de Administração da ULS da Guarda. “Não se pode pedir mais trabalho aos médicos, quando estes, com centenas de horas extra efectuadas, muitas delas por médicos com mais de 55 anos, estão a chegar ao limite das suas capacidades, pondo em risco a sua tranquilidade mental e a vida familiar, social e pessoal. 500 horas extra num ano, representam mais de 60 dias úteis de trabalho, ainda por cima mal pago!”, remata.
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