SIM teme que dentro de dois anos muitos dos concelhos do distrito da Guarda não tenham qualquer médico de família

O Sindicato Independente dos Médicos (SIM/Centro) avisou hoje que, a manter-se a actual política, dentro de dois anos muitos dos concelhos do distrito da Guarda correm o risco de ficar sem qualquer médico de família. Os responsáveis do sindicato lançaram esta advertência depois de uma reunião com o presidente da Câmara Municipal da Guarda, Sérgio Costa.

“Na sequência da aposentação de muitos médicos nos Cuidados de Saúde Primários, agravou-se o número de utentes sem médico de família. Nos próximos dois anos, essa tendência será crescente, havendo o risco de vários concelhos da área da ULS da Guarda ficarem sem qualquer médico de família”, sublinham, salientando que a nível “hospitalar os quadros médicos são deficientes, o que se traduz em falta de resposta frequente em termos de atendimento urgente nas diversas especialidades, nomeadamente Ortopedia e Cardiologia”.

“A resposta de emergência pré-hospitalar (VMER) no distrito, está frequentemente comprometida, sendo que em mais de 25 por cento dos turnos está inoperacional. O panorama tende a agravar-se com as aposentadorias médicas previstas e a falta de atractividade de novos médicos”, insistem. “O panorama tende a agravar-se com as aposentadorias médicas previstas e a falta de atractividade de novos médicos”, enfatizam.

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