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Translocação de lampreias mantém esforço de recuperação no Mondego

A Região Metropolitana de Coimbra promoveu, na última sexta-feira, a terceira acção de translocação de lampreia-marinha, a primeira de 2026, com a libertação de 30 exemplares na Praia Fluvial de Palheiros e Zorro, em Coimbra, numa tentativa de reforçar a presença da espécie em zonas favoráveis à reprodução.

Capturadas em áreas de pesca profissional sob jurisdição marítima e no Baixo Mondego, as lampreias foram transferidas com o apoio de pescadores, num processo que, de acordo com a Região Metropolitana de Coimbra, procura responder a um cenário recente de escassez. Em 2025, a menor disponibilidade da espécie e vários constrangimentos operacionais limitaram a intervenção no terreno, ainda assim, acrescenta a entidade, foi possível translocar 38 adultos para locais a montante, próximos de áreas de desova, como Louredo e Palheiros.

O início de 2026 não afastou as dificuldades. As cheias recentes condicionaram a campanha de captura e reduziram a margem de actuação, mas, segundo a Região Metropolitana de Coimbra, já foram capturadas mais de 70 lampreias, mantendo-se previstas novas acções de libertação nos próximos dias.

Mais do que uma intervenção pontual, esta operação integra o Life4Lamprey / Projecto DALIA, co-financiado por fundos europeus, que representa, de acordo com a entidade, um investimento de cerca de 100 mil euros orientado para a recuperação da lampreia-marinha na bacia do Mondego. A estratégia ultrapassa a simples translocação e assenta num conjunto articulado de medidas, que inclui monitorização da espécie, identificação de áreas larvares prioritárias, criação de “santuários”, acções de sensibilização pública e definição de orientações para uma gestão sustentável.

A sucessão destas acções revela uma linha de intervenção contínua, apoiada em acompanhamento técnico e científico, que, segundo a Região Metropolitana de Coimbra, procura estabilizar a presença da espécie no rio e criar condições para uma recuperação gradual. Num ecossistema sujeito a pressões naturais e operacionais, o esforço prolongado torna-se, assim, parte central da tentativa de reequilibrar uma espécie cuja fragilidade recente expôs a dependência de medidas consistentes e de longo prazo.

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