Várias estradas do concelho de Oliveira do Hospital foram afectadas por deslizamentos de terras na madrugada de quarta-feira, sobretudo nas encostas dos vales do Alva e do Alvoco, de acordo com informação divulgada pela câmara municipal.
Entre os pontos atingidos mantém-se intransitável a ligação entre Parente, Tapadas e Chão Sobral, uma das situações mais graves identificadas após o episódio de trovoada e chuva intensa.
Há registo de ocorrências na EM514, entre Santo António do Alva e Cortes do Outeiro, e na EN230, entre Ponte das Três Entradas e Alvoco das Várzeas, além das estradas que ligam Vale de Maceira a Chão Sobral e Chão Sobral a Parente. Foram ainda reportados incidentes na aldeia de Chão Sobral.
Equipas de protecção civil, segurança e socorro, em articulação com os serviços municipais, encontram-se no terreno a sinalizar as zonas afectadas e a intervir na resolução das ocorrências, com o apoio de juntas de freguesia da área.
A autarquia apela à população para evitar deslocações desnecessárias e recomenda precaução na circulação, aconselhando o acompanhamento das indicações das autoridades e da informação meteorológica.
A câmara municipal divulgou também um conjunto de fotografias dos locais afectados, onde são visíveis deslizamentos de terras, acumulação de detritos e danos nas vias e acessos.
População denunciou situação de abandono
No último fim-de-semana, recorde-se, a população de Chão Sobral deu conta ao Correio da Beira Serra de uma situação que classificava como abandono, após as chuvas intensas terem arrastado terras e detritos pelas encostas, agravando os efeitos do incêndio do Verão passado.
A força da precipitação fez descer materiais queimados e instáveis, atingindo caminhos, a estrada e zonas próximas das habitações, numa situação que os moradores diziam não ser pontual e que expunha fragilidades já identificadas desde os fogos.
Entre as críticas apontadas estava a ausência de resposta imediata por parte da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil ao fim-de-semana, com queixas de falta de acompanhamento no terreno em momentos considerados críticos.
Equipas deslocavam-se à aldeia para avaliar a situação e prometiam intervenção, mas sem indicação de prazos, referiam os moradores.
Os moradores alertavam ainda que a instabilidade dos solos continuava a representar risco sempre que se verificavam períodos de chuva mais intensa, defendendo a necessidade de medidas de contenção e limpeza das encostas.
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