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Direcção da Adega de Nogueira do Cravo decide entre a venda ou entrega à Caixa de Crédito

… de Nogueira do Cravo. A decisão deve ser tomada pela direcção – mandatada na última Assembleia-geral – até ao final do ano.

“Neste momento há interessados na adega, embora ainda não se tenham efectuado contactos profundos”, referiu há instantes ao correiodabeiraserra.com o presidente da direcção da adega, sublinhando que o expectável é que até ao final deste ano se decida o futuro da Cooperativa de Nogueira do Cravo. Luís Vaz Pato não exclui ainda a possibilidade de a adega ser entregue à CCAM como forma do pagamento da dívida – cerca de 850 mil euros relativos ao empréstimo contraído em 1998 – para venda posterior a privados. “Julgo que o interesse é o de se manter a adega em actividade”, defendeu o presidente da direcção, sublinhando que desse factor depende a valorização da Cooperativa.

Com uma dívida total de cerca de um milhão de euros e sem capacidade para poder assegurar os salários dos cinco funcionários – quatro a tempo inteiro e um a meio tempo – a direcção da adega já emitiu as respectivas cartas de despedimento, pelo que a partir do próximo ano, a cooperativa deixa de contar com funcionários efectivos.

A situação de ruptura financeira da Adega de Nogueira do Cravo vem-se arrastando nos últimos anos, porém foi em Setembro último que soou forte o sinal de alarme. Para além da dívida à banca – a remodelação da adega justifica o empréstimo contraído há 10 anos – a cooperativa tem em falta para com os cerca de 200 associados parte das campanhas de 2004, 2005 e 2006, situando-se a dívida na casa dos 100 mil euros. Sem dinheiro e sem vinho a granel, os sócios vêem dificultada a tarefa de reaver o montante em dívida.

A decisão de venda ou entrega à banca da Adega Cooperativa resulta ainda da falta de previsão para o arranque do projecto de fusão das nove adegas associadas da UDACA – União das Adegas Cooperativas do Dão.

Os últimos anos da Adega ficaram marcados pela modernização dos seus equipamentos e pela colocação no mercado de dois rótulos de vinho. O certificado como Vinho do Dão, o “Senhor das Almas” e, o vinho regional “Estrada Real”, sendo que com o primeiro a Adega vinha já competindo com outras marcas de vinhos nacionais.

Com uma crescente capacidade de concorrência, a direcção de Luís Vaz Pato vinha-se batendo pela fusão das adegas, com o objectivo de poder beneficiar de uma capaz rede de comercialização nacional e internacional. Cai assim por terra uma pretensão que tinha por objectivo fazer face à crise que perseguia a cooperativa desde a última década.

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