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Entrega da Adega de Nogueira do Cravo paga dívida de 880 mil Euros à Caixa de Crédito

…pagamento da dívida que se situa na casa dos 880 mil euros. Problemas com valores terão inviabilizado venda a privados, mas a direcção da Adega acredita que a banca conseguirá concretizar um possível negócio.

A Adega Cooperativa de Nogueira do Cravo não resistiu ao passivo de cerca de um milhão de Euros junto da banca e das duas centenas de associados. A situação vinha-se a arrastar há já algum tempo, mas foi em Setembro último que o alarme soou com maior intensidade.

A desejada concretização do projecto de fusão das adegas associadas da União das Adegas Cooperativas do Dão (UDACA) apresentava-se como uma tábua de salvação para a adega, mas não passou de uma miragem.

A dívida da ACNC começou a tornar-se incomportável e a intenção da direcção liderada por Luís Vaz Pato era a de encontrar uma solução até ao final de 2008. Decorridos apenas cinco dias do novo ano, a decisão já é conhecida, faltando apenas a realização da escritura.

A dação do património da adega à Caixa perfaz a totalidade da dívida de 880 mil Euros, ficando contudo a permanecer a falta de pagamento junto dos associados que continuam com as mãos vazias no que respeita às campanhas de 2004, 2005 e 2006.

“A dívida aos sócios não vai ser paga”, lamentou Luís Vaz Pato ao correiodabeiraserra.com, referindo tratar-se de um montante que deverá rondar os 100 mil euros e explicando que até ao momento os sócios vinham requisitando vinho como forma de a cooperativa poder ir abatendo a dívida. A este diário digital, o responsável lamentou o ponto a que chegou a adega, considerando também que a actual situação prejudica a região demarcada do Dão, já que as adegas associadas da UDACA são responsáveis por 60 por cento da produção do vinho do Dão.

Com a actividade suspensa – a adega cooperativa emitiu as cartas de despedimento aos cinco funcionários em Dezembro – Luís Vaz Pato acredita que os rótulos até agora em circulação, o certificado “Senhor das Almas” e “Estrada Real”, vão acabar por desaparecer.

“Depois de adquirida por privados, os rótulos deixam de ter razão de existir”, sublinhou o responsável, que da parte dos associados disse notar sinais de preocupação pelo facto de já começarem a pensar como é que vão fazer o vinho daqui para o futuro.

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