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O deputado oliveirense “criador de desertos…”Autor: Fernando Tavares Pereira

O anterior presidente da CM de Oliveira do Hospital mostrou ao longo dos últimos três mandatos (2009-2021) uma total incapacidade para resolver os problemas estruturais do concelho. Não realizou durante o seu reinado praticamente nenhuma das obras prometidas na sua primeira campanha eleitoral. Mas insiste que está empenhado. Será que podemos acreditar em alguém que diz gostar tanto “do meu povo” e não executa quase nada daquilo que promete? Não me parece.

Vamos a factos. Quantos metros do IC6/7 e 37 contruiu? Nenhum. E estas vias foram apresentadas como sendo as suas principais bandeiras e do Governo PS. Onde é que iniciou a variante a Oliveira do Hospital? Ninguém sabe. Como está a Zona Industrial de Galizes, recta da Salina? Sem qualquer avanço. O que aconteceu ao projecto de desenvolvimento Gavinhos/ Venda de Gavinhos? Foi esquecido.  E o prometido acesso digno da Catraia à cidade de Oliveira do Hospital? Desapareceu das prioridades. O que dizer da Zona Industrial de Oliveira do Hospital, dos seus acessos e desenvolvimento que não se adequam às necessidades da cidade? Também aqui nada foi feito. E o futuro está agora mais comprometido pela falta de espaço para se construírem acessos.

Este autarca deixou ainda fugir serviços fundamentais.  O Centro de Saúde de Oliveira do Hospital, por exemplo, perdeu as urgências e hoje, os oliveirenses são servidos pelos UB de Arganil ou de Seia, seguindo depois, se necessário, para os hospitais da Guarda ou Coimbra. E este encerramento não prejudicou só a população. As corporações dos bombeiros do concelho também perderam serviços, uma vez que os transportes a partir de Arganil e Seia para os hospitais centrais são realizados, na sua maioria, por bombeiros daquelas localidades. Como é possível isto no concelho com mais população do Pinhal Interior Norte? E não se perdeu apenas na saúde. A justiça também foi maltratada, com o tribunal de Oliveira do Hospital a perder competências para Soure e Coimbra. Ficou apenas com casos menores. Ou seja, o concelho perdeu dois serviços prioritários.

Mais… As águas de Oliveira do Hospital foram para Seia. A sede da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo seguiu o mesmo caminho.  Depois, temos a Casa da Cultura César Oliveira em obras há seis anos quando autarca prometeu, pomposamente, a 8 de Setembro de 2016, que a empreitada, no valor de 1,5 milhões de euros, estaria concluída a 7 de Outubro de 2017.  E, já agora, qual o motivo de não se ter executado a garantia bancária nesta obra? Não se sabe.

Também pouco fez para atrair investimento. Veja-se o caso do matadouro, uma indústria de referência do concelho, que encerrou e, lamentavelmente, a autarquia não tratou de encontrar um empresário da área para proceder à sua reabertura e desenvolvimento. E onde estão os apoios para a reflorestação e desenvolvimento agrícola após incêndios? Que esforços desenvolveu nesse sentido? Não se conhecem. Enfim, é o trabalho de um “criador de desertos”. Tudo o que possa agora argumentar chega tarde. Pode culpar todos, mas, na verdade, pouco ou nada fez para resolver os problemas dos oliveirenses.

 

 

 

Autor: Fernando Pereira Tavares

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