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Portugal e Espanha reforçam na Lousã cooperação contra incêndios extremos

A Lousã acolhe amanhã a apresentação pública do FIREPOCTEP AVANZA, projecto que abre uma nova etapa de cooperação entre Portugal e Espanha na prevenção e resposta aos incêndios florestais extremos nos territórios de fronteira. Coordenado pela Região Metropolitana de Coimbra, tem um orçamento de 4,3 milhões de euros e decorre entre Janeiro de 2026 e Dezembro de 2028.

A sessão realiza-se às 12h00, no Teatro Municipal da Lousã, e junta representantes institucionais, administrações públicas, universidades, entidades técnicas e agentes ligados à gestão florestal e à protecção civil dos dois países. O encerramento será presidido pelo secretário de Estado das Florestas, Rui Ladeira.

A apresentação pública marca também o arranque da primeira reunião do consórcio, que decorre entre quarta e quinta-feira, com discussão das actividades técnicas, da gestão do projecto e de visitas ligadas à prevenção e ao estudo dos incêndios florestais.

O FIREPOCTEP AVANZA é co-financiado pela União Europeia, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, no âmbito do Programa Interreg VI-A Espanha-Portugal 2021-2027. Dá continuidade ao FIREPOCTEP e ao FIREPOCTEP+, numa estratégia transfronteiriça de prevenção dos grandes incêndios florestais.

O trabalho vai incidir na gestão florestal sustentável e em modelos de prevenção adaptados aos territórios da Raia. Uma das linhas previstas é a consolidação e ampliação das áreas-piloto e das zonas estratégicas de gestão desenvolvidas em fases anteriores.

O projecto prevê ainda uma rede de corredores ecológicos para ligar áreas naturais protegidas ao longo do território transfronteiriço. A intenção é que estes corredores funcionem como barreiras naturais à propagação do fogo e ajudem a reforçar a biodiversidade e a adaptação às alterações climáticas.

O FIREPOCTEP AVANZA inclui também acções de formação para técnicos, administrações locais, população rural e outros sectores ligados à gestão florestal e à prevenção de incêndios. As comunidades locais deverão ser envolvidas nas propostas de gestão sustentável.

Além da resposta ao risco de incêndio, o projecto pretende contribuir para economias rurais mais resistentes, em zonas onde o despovoamento e o abandono da paisagem aumentam a vulnerabilidade ao fogo.

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