Em pleno período de férias escolares, um grupo considerável de jovens alunos, com idades entre os 11 e os 17 anos, acedeu ao repto lançado pela Câmara Municipal de Oliveira do Hospital para participação nas Férias Arqueológicas com a duração de quatro dias na freguesia da Bobadela.
Chegando a atrair a atenção de três jovens do vizinho concelho de Tábua – os restantes são alunos dos agrupamentos de escolas Brás Garcia de Mascarenhas e Cordinha – o projecto arrancou, ontem, sob a coordenação do recém-criado Gabinete para o Património Arquitectónico e Histórico-arqueológico do município, contando com a colaboração directa de quatro estudantes de mestrado de Arqueologia e Antropologia.
Com acções previstas para o exterior, o programa das Férias Arqueológicas sofreu algumas alterações decorrentes do mau tempo que se tem feito sentir. De acordo com Rui Silva, responsável pelo gabinete, os jovens alunos ainda chegaram a andar no terreno, mas foram depois encaminhados para a realização de actividades paralelas, como sejam a visita a algum do património concelhio e a participação em jogos lúdicos.
Pese embora a adversidade climatérica, Rui Silva faz um balanço “positivo” da iniciativa, verificando que “as crianças têm sido extremamente entusiastas”. “Os alunos têm interesse por estas matérias”, referiu o jovem arqueólogo, certo de que futuras iniciativas semelhantes “terão muito sucesso”.
Com duração até à próxima quinta-feira, 1 de Abril, o projecto das Férias Arqueológicas consiste na identificação visual, em regime intensivo, da cultura material – artefactos, cerâmica e afins – dispersa pelas redondezas da freguesia de Bobadela, seja em campos agrícolas ou no tecido urbano.
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