É preciso acabar com os organismos obsoletos, dar verdadeira autonomia às regiões e impedir a deslocalização dos fundos europeus destinados aos territórios de baixa densidade para o litoral.
O assunto é recorrente. Nos últimos tempos voltou a falar-se na regionalização ou, como alguns a chamam, de descentralização. Cada vez que existem eleições, o tema é assunto, mas nada se faz. Fala-se de descentralização, colocam-se umas placas no interior a simular que os serviços foram transferidos de Lisboa, mas, em bom rigor, mais nada acontece.
Enviam competências para os municípios, que mais parecem ordens da monarquia para controlar os empregos locais, mas sem que sejam acompanhadas pelas respectivas verbas. Essas vão para os grandes projectos nacionais que usam nas regiões favorecidas o dinheiro inicialmente destinado às zonas desfavorecidas. Continuam a tirar, cada vez mais, das zonas pobres para gastar nas ricas. E o povo a assistir.
Temos urgentemente avançar para uma regionalização. Como existe, por exemplo, nas regiões autónomas dos Açores e Madeira. Com eleições feitas com voto do povo. Com autonomia nos assuntos regionais, podendo, por exemplo, definir parte dos impostos nos combustíveis, ter uma palavra na educação ou na saúde. É preciso acabar com os organismos obsoletos e Regionalizar Já.
Autor: Nuno Tavares Pereira
Correio da Beira Serra Jornal de Referência de Oliveira do Hospital e da região. Correio da Beira Serra – notícias da Região Centro – Oliveira do Hospital, Arganil, Tábua, Seia, etc

