Comunicado surge após dias de incêndios violentos que atingiram Oliveira do Hospital e a região centro do país
O candidato da CDU à câmara de Oliveira do Hospital, João Dinis, chamou hoje a atenção para aquilo que considera serem “falhas inadmissíveis” no combate aos incêndios que têm devastado o concelho e toda a região centro neste mês de Agosto, marcado por fogos “extensos e muito violentos”. O responsável político pediu maior coordenação dos meios, sobretudo aéreos, e insistiu na necessidade de reforçar a prevenção durante o Inverno.
Nos últimos dias, arderam áreas significativas da Serra do Açor e da Serra da Lousã, com o fogo a ameaçar também vertentes da Serra da Estrela e da Serra da Gardunha. De acordo com a CDU, são já “muitas dezenas de milhar de hectares ardidos”, incluindo zonas supostamente protegidas que se transformaram em “pasto fácil para as chamas”.
João Dinis manifestou solidariedade para com as populações afectadas, que descreveu como tendo reagido “com coragem ao flagelo”, e para com as corporações de bombeiros que se encontram “extenuadas” pelo combate. O candidato criticou ainda a ausência de planeamento adequado e defendeu uma actuação mais eficaz por parte das entidades competentes, desde as autarquias ao Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).
No plano local, o candidato considerou que as comissões municipais de Defesa da Floresta contra Incêndios e de Protecção Civil funcionam de forma pouco transparente. Para a CDU, é necessário “democratizar o funcionamento” destes órgãos, envolvendo directamente as 17 freguesias, os autarcas e as populações.
O comunicado lembra ainda programas oficiais de prevenção, como “Aldeia Segura”, “Pessoas Seguras” ou as Áreas Integradas de Gestão da Paisagem (AIGP), que, segundo a CDU, não têm sido devidamente aplicados. Para João Dinis, a autarquia deve assumir um papel mais activo, evitando repetir falhanços de anteriores instrumentos de gestão, como as Zonas de Intervenção Florestal (ZIF).
No rescaldo dos incêndios, a CDU registou “com expectativa” os anúncios de apoios por parte do Governo e da câmara municipal aos lesados, mas reclamou que esses mecanismos cheguem “depressa e desburocratizados”. Entre as medidas reclamadas estão a limpeza das áreas ardidas, a fixação dos solos e a venda controlada da madeira recuperada.
“Mais vale prevenir do que remediar”, cita o comunicado, insistindo que é imperativo aumentar o investimento público na prevenção e no ordenamento do território, sob pena de se repetir, no futuro, a destruição agora vivida.
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