
“Não é pelo facto de vivermos tempos muito contidos que a escola não terá uma sede… o fundamental é a escola continuar a ter atratividade, porque a sede virá por arrasto», afirmou Dulce Álvaro Pássaro, sublinhando no entanto que mais importante do que as instalações é a “qualidade do projeto educativo”.
Mas para Dulce Pássaro que, na sexta-feira, regressou à terra que a viu nascer, a Escola Superior de Tecnologia e Gestão “tem um projeto realmente bem conseguido”. “Se assim não fosse não tínhamos tanta gente a vir para Oliveira do Hospital que, no inverno, é uma terra um bocado fria”, referiu aquela governante numa referência aos duzentos novos alunos que, este ano, entraram na ESTGOH.
A ministra elogiou, inclusivamente, o facto de aquele estabelecimento de ensino superior ter aberto uma licenciatura com “uma componente ambiental”. “Foi uma decisão inteligente”, considerou, referindo-se ao curso de “gestão integrada em qualidade, ambiente e segurança”.
Sobre os cursos proporcionados pela ESTGOH, Dulce Pássaro considerou-os “perfeitamente articulados com as necessidades da região e do país” e disse que “Oliveira do Hospital está de parabéns por ter um projeto educativo com estas características”.
Numa alusão aos cortes orçamentais que o Governo vai impor ao ensino superior – o presidente do Instituto Politécnico de Coimbra (IPC), Rui Antunes, afirmou momentos antes que comparativamente ao ano passado o IPC vai receber menos 6 milhões de euros -, a convidada de honra da ESTGOH disse compreender que “é mais fácil gerir quando temos largueza”, mas também salientou que “às vezes faz-se melhor com menos”.
A responsável pela pasta do Ambiente no governo de José Sócrates disse que ainda que a contenção já a forçou a “cortar umas gordurinhas” no seu próprio gabinete governamental e, em tom irónico, explicou que “não se pode é ir ao osso, porque é o que nos mantém de pé”.
Relativamente à construção das novas instalações da ESTGOH – o diretor da escola, Jorge Almeida, tem vindo a referir que já não tem condições para sentar tantos alunos -, Dulce Pássaro enalteceu a “estreita parceria” que se criou entre a câmara municipal e a escola em torno daquele objetivo, e disse estar na posse de informações que vão no sentido de que “o projeto tem condições para avançar” assim que abra o programa de financiamento comunitário a que a construção daquele equipamento vai ser candidatado.
“Foi-me transmitido que este projeto tem excelentes condições de maturidade”, concluiu.
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