A Assembleia da República recomendou ao Governo a criação, com carácter prioritário, de um Centro Nacional Alternativo de Socorro da Protecção Civil no Aeródromo Municipal de Viseu, através de uma resolução publicada a 20 de Abril em Diário da República.
A Resolução n.º 74/2026, aprovada a 6 de Março, reconhece a importância estratégica da infra-estrutura para reforçar a capacidade nacional de resposta a situações de emergência, num contexto de crescente exigência operacional associada a fenómenos meteorológicos extremos e outros riscos naturais.
O projecto, defendido desde a fase inicial pela Comunidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões e aprovado por unanimidade em Conselho Intermunicipal, surge como resposta à necessidade de reforçar a capacidade nacional de protecção civil. “A resolução vem reforçar a relevância e a urgência de um projecto que consideramos estruturante para a segurança das populações e para a coesão nacional. Trata-se de um desígnio com cerca de duas décadas, sustentado por critérios técnicos e geográficos”, afirmou o presidente da CIM Viseu Dão Lafões e da Câmara Municipal de Viseu, João Azevedo.
O responsável destacou ainda a localização estratégica da região. “A região está no coração do país, num território particularmente exposto a incêndios florestais e a fenómenos meteorológicos extremos, pelo que esta é uma localização estratégica para um Centro de Socorro que complemente o Comando Nacional existente em Carnaxide”, acrescentou.
O projecto prevê a instalação do centro no Aeródromo Municipal de Viseu – Gonçalves Lobato, em terreno do município, integrando um Comando Nacional de Emergência e Protecção Civil alternativo, um Centro de Meios Aéreos, o Comando Sub-Regional de Emergência e Protecção Civil e três hangares para fins gerais de protecção civil.
A Comunidade Intermunicipal, explica em comunicado que já iniciou, em articulação com a Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil, os procedimentos necessários para avançar com o projecto, assumindo a liderança da sua concretização, incluindo a elaboração dos estudos prévios e do projecto de execução. Explica ainda que está prevista a formalização de um protocolo entre a CIM Viseu Dão Lafões, a Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil, o Município de Viseu e o Governo, com vista à definição do modelo de implementação do investimento.
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